Tempos modernos ou tempos de reclamação?

Vivemos num mundo de livres expressões, onde todos podem dizer o que querem livremente, com poucas censuras. Coisa boa que é assim! Foram muitos e muitos anos para que conquistássemos este lugar.

Com isto também aprendemos que temos o direito a reclamar. Reclamar daquilo que não gostamos, daquilo que achamos que nos prejudica, daquilo que achamos injusto. Reclamamos. E como reclamamos!

E reclamamos tanto que este comportamento acabou por entrar em um rol de atitudes que, inclusive, as empresas avaliam em seus candidatos e em seus colaboradores.

Engana-se quem pensa que reclamar adoidado é ter senso crítico. A capacidade de fazer uma crítica construtiva é composta por inteligência, análise, ponderação e respeito ao próximo. Mas o seu motivo deve ser sempre bem argumentado.

Um reclamão de plantão em geral não costuma fazer uma crítica construtiva, pois na maioria das vezes não tem argumentos suficientes para isso. Senso crítico é válido e esperado sempre.

Em geral uma pessoa muito reclamona utiliza o que chamamos de comportamento reativo. Ou seja, o indivíduo só reage ao que acontece com ele, mas não toma o controle da própria vida, sua passividade acaba servindo como proteção, e a falta de responsabilização evita a frustração. O estilo de vida reativo é contraproducente, e quanto mais reativos formos, menos vamos crescer e se desenvolver durante a vida.

Pesquisas demonstram que a reclamação é um dos principais comportamentos que mais demitem nas organizações brasileiras.

É necessário compreender que quando reclamamos de uma forma vazia canalizamos nossas energias para o lugar errado, isto é, utilizamos a energia para produzir palavras que não fazem mudanças e sim que trazem mais problemas.

No momento em que as coisas não estão indo de acordo com a nossa vontade é hora de entrar em ação e buscar uma solução.

Assim, use do seu direito de reclamar, mas o use com responsabilidade, nunca deixando de analisar a sua parte de contribuição para aquela situação. Use sua energia para trabalhar a favor de si e pare de colocar a responsabilidade no outro.

Fica a dica!

Gislaine De Bastiani