Geração Nem-Nem, você conhece alguém?

Geração Nem-Nem, você conhece alguém?

O mundo vive um fenômeno crescente no que se refere ao mercado de trabalho associado aos jovens, é o que se chama de Geração Nem-Nem.  É um processo mundial, ocorrendo na Europa, Reino Unido, América Latina, enfim, os Nem-Nem ganharam o mundo.

Quem a compõe? Pessoas com idades compreendidas entre os 15 e os 30 anos que não têm qualquer ocupação: nem trabalham, nem estudam.

 Trata-se de um fenómeno que encaminha as pessoas para lugar nenhum.

E é no mínimo contraditório. Contraditório, pois juventude é energia, é reivindicação, é insatisfação, é querer alçar altos voos. É vontade de mudar o mundo. É buscar ser independente. E os Nem-Nem se acomodaram.

São pessoas que desistiram de procurar trabalho, porque não têm quase nenhuma qualificação, e tampouco querem voltar a estudar, muitas vezes porque não se sentem atraídas pela escola.

O jovem está adiando cada dia mais sua saída da casa dos pais. Quem não gosta de conforto? Perfeitamente compreensível, desde que este jovem esteja produzindo de alguma forma, seja estudando, seja trabalhando.

Estudos indicam que no Brasil, mais de dois em cada dez jovens entre 18 e 20 anos, estão à margem da inclusão educacional e laboral registrada no país recentemente. Essa geração está preocupando milhões de famílias em todo o mundo. 

Além da falta de interesse, muitos jovens estão mal preparados para o mercado de trabalho que ficou mais exigente, mais competitivo e requer cada vez mais mão de obra qualificada.

O fenômeno aparece em todas as classes sociais, apesar de estar muito concentrado nas camadas mais baixas. Por sua baixa qualificação, esses jovens acabam não se colocando bem no mercado de trabalho e, com o passar dos anos, têm mais dificuldade para permanecer.

Estudos também comprovam que os jovens abandonam os estudos por muitos fatores: falta de estímulo; necessidade de obter uma renda; ambiente familiar com baixa escolaridade e com poucas oportunidades de ampliação do repertório cultural; aspectos comportamentais, como baixa motivação para o autodesenvolvimento e falta de um projeto de vida; e reprovação. No caso de muitas meninas, a gravidez precoce também é um fator de abandono escolar.

Este quadro é preocupante e essa geração de jovens certamente vai fazer falta no horizonte de crescimento do país e do mundo.

É necessário e urgente encontrarmos uma forma de mudar esse cenário. Um deles deve ser superando os principais fatores: o pedagógico, tornando a escola mais interessante, motivadora e eficaz; e o social, com políticas que tenham impacto na redução da pobreza e das desigualdades.

Outra questão é a responsabilidade da família, dos pais no acompanhamento escolar, no incentivo por um projeto de vida e por uma independência social, moral e financeira do filho.

A questão é complexa, mas é necessário pensar sobre ela e buscar soluções que mexam com o desejo e o interesse destes jovens que são a base de uma nova era.

Gislaine De Bastiani

51 3036.2650

Av. Nações Unidas, 2390 - Sala 504
Bairro Centro

Novo Hamburgo / RS

© Copyrights 2018.
Todos os direitos reservados.